Casimira

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Título: Casimira

Autor: Zacky Santos

Editora: Edições Vieira da Silva

Lançamento: 7 de março 2019

N.º de páginas: 88


Zacky Santos responde…

Do que fala este livro?

Casimira é uma curta-metragem literária que relata a história de uma prostituta moderna que só faz o que quer, e que tem no seu caderno diário o seu melhor amigo, a quem confia os seus pensamentos mais íntimos.

Segura e confiante, aprendeu a controlar os homens com inteligência e sedução e é por isso respeitada por quem a conhece. De tantos interessados que entram e saem da sua vida, a paixão surgiu onde devia ser proibida.

De sedutora a seduzida, o livro conta-nos as histórias desinibidas e soltas da Casimira na leitura atenta do seu maior fã.

Porquê o tema da prostituição para o teu primeiro livro?

Casimira não é um livro sobre prostituição. Relata sim, a história de uma mulher que por acaso é prostituta mas que podia ser qualquer outra pessoa com outra profissão. É uma pessoa com pensamentos e opiniões, que vive emoções e sentimentos, e faz escolhas todos os dias como qualquer um de nós. A prostituição é abordada de forma natural como uma forma de estar na vida e não de forma crítica ou censurada.

Quem lê o livro pode ficar chocado, incomodado?

Escrevi o livro porque senti que era uma forma de passar uma mensagem que pode ser útil a muita gente. Não estive preocupado com falsos moralismos ou com ética social e o que escrevo faz parte de muitas histórias de vida. Há muitas Casimiras por aí, tal como há Marias, Josés e Antónios. Há muitas pessoas que vivem vidas que não queriam viver mas que o fazem a troco de alguma recompensa, seja monetária seja outra qualquer, e porque assim o decidiram. Prostituem-se de forma clara, mas porventura moral e socialmente aceites. Mas é sempre possível mudar o modo de vida, alterar o rumo dos acontecimentos. São escolhas que se fazem todos os dias. Depende de nós, sempre de nós.

De onde veio o nome Casimira?

O nome surgiu naturalmente quando pensava como se poderia chamar a personagem. Não queria que se identificasse com alguém que eu conhecesse. Pensei por isso em nomes menos comuns e como não conheço nenhuma Casimira acho que foi uma escolha acertada.

Como classificas o livro? Que género literário, um romance, uma ficção, uma crítica social, auto-ajuda?

Quando escrevi o livro não pensei em criar qualquer rótulo que me limitasse. Tinha uma ideia, fui desenvolvendo a história e não me preocupei com essa questão. Depois de terminado, e de o ler na íntegra, não te sei dizer se ele tem uma categoria, mais do que uma ou nenhuma delas. Sinceramente penso que isso não é o mais importante. Cada um que o lê pode ter uma opinião diferente e rotulá-lo. Vale o que vale e todas as opiniões são válidas e importantes.

Se tivesses que definir este livro com uma palavra, qual seria?

Casimira….!!


Prefácio

Na vida há momentos em que fazemos o que não queremos.

Sujeitamo-nos ao que nos repugna, ao que nunca imaginámos, à indiferença de sentir, e tantas vezes fazemos um esforço por gostar, por aceitar, e assim seguimos em frente.

Somos maltratados, ofendidos, humilhados e ignorados como pessoas.

A dignidade está dentro de nós quando aprendemos a reagir a esses momentos com a superioridade que nos eleva o estado de espírito.

O respeito não se aprende para decorar, inspira-se para se viver todos os dias em tudo o que fazemos e com todos com quem lidamos.

Casimira é um exemplo disso.

Mulher genuína, segura de si e das opções que toma.

Há muitas Casimiras por aí, um pouco por todo o lado onde há Josés e Marias, nos lugares que percorremos todos os dias e onde nos cruzamos com tanta gente como nós.

Julgamentos precipitados conduzem quase sempre a resultados errados, e por isso, inspirar respeito recomenda-se aqui também onde tudo acontece por algum motivo e o que muda não acontece por acaso.

No vazio da solidão a luz é sempre mais forte que no brilho cheio das multidões.

É na solidão que podemos ver melhor quem está ao nosso lado e quem entra e sai a todo o instante.

É o pulsar da vida, simplesmente.

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